
Bullying
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Diga
não ao Bullying!!!
Bullying & Bullying
Virtual – Ou Cyberbullying
O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a
escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e
até mesmo entre países. Basicamente, quando uma
pessoa pratica o ato de humilhar e/ou ridicularizar outra, ele
está praticando o Bullying. Oficialmente as
instituições (escola, empresa, etc)
não admitem esse tipo de ocorrência em suas
dependências. Algumas tomam atitudes punitivas aos envolvidos
na agressão, enquanto outras desconhecem quando esse
problema ocorre ou mesmo se omitem.
O bullying ocorre de 3 formas essenciais: o comportamento é
agressivo e negativo; é executado repetidamente; ocorre num
relacionamento onde há um desequilíbrio de poder
entre as partes envolvidas.
Divide-se também em 2 categorias: o bullying direto
é a forma mais comum entre os agressores masculinos
(Exemplo: Um cara grandão ameaça dar uns tapas em
um pirralho só pra mostrar quem é que manda no
pedaço); o bullying indireto apresenta-se como uma
agressão social (espalhar comentários, recusa em
se socializar com a vítima, etc).
Bullying Virtual ou Cyberbullying, parte de mesmo princípio
só que envolve o uso de tecnologias de
informação e comunicação
para dar apoio ao(s) agressor(es). Pode ocorrer via blog,
fórum, Orkut, YouTube, programas de
comunicação como o MSN ou Skype, e até
mesmo via celular seja com textos ou imagens. O uso da tecnologia faz o
ataque ser muito mais perverso, pois ele extrapola um
círculo menor e pode ganhar o mundo principalmente quando se
usa a internet.
A falsa impressão de anonimato da mídia
eletrônica torna os agressores mais ousados, e a rede permite
que um comentário desagradável, uma foto ou
vídeo desagradável atinja um grande
número de pessoas instantaneamente, e seja repassado pra
muitas mais. A vítima pode desligar o seu computador, mas
ela sabe que a informação está
lá na web e que mais e mais pessoas estão
avaliando o material disponível e tirando as suas
conclusões (muitas vezes erradas). O fato da
agressão acontecer 24 horas por dia, 7 dias por semana
torna-se devastador para o aspecto psicológico do agredido.
O primeiro caso de cyberbullying que se tem notícia
é do jovem canadense Ghyslain Raza, que ficou conhecido como
“Gordinho Star Wars”. Ele próprio gravou
em vídeo uma atuação, no
mínimo trash, onde um bastão seria um sabre de
luz igual ao do Darth Maul do Episódio 1 de Star Wars. Um
amigo da escola descobriu o vídeo e começou a
divulgá-lo nas redes P2P (na época não
existiam site como o youtube).
fonte: yahoo
Bullying
Virtual
Navegar
na internet nem sempre é divertido
Larissa
Drumond
O mundo virtual é interessante por proporcionar muitas
fontes de conhecimento, possibilitar que você volte a ter
contato com amigos da infância e conheça pessoas,
músicas, artistas e lugares; mas, o mesmo espaço
destinado à diversão e ao entretenimento pode se
transformar num meio de infernizar a vida dos outros.
Bullying virtual – ou cyberbullying – é
o nome que se dá para a humilhação por
meios eletrônicos, seja por e-mail, por rede de
relacionamentos ou por conversas instantâneas, anonimamente
ou não. “É preciso entender que para se
estabelecer um caso de bullying, a depreciação
deve acontecer por um longo período de tempo, a ponto de a
vítima acreditar que o mundo também tem a mesma
opinião que o agressor”, explica Andréa
Jotta Nolff, psicóloga do Núcleo de Pesquisas da
Psicologia em Informática da PUC-SP.
Entretanto, não é sempre que
humilhações pela internet são
consideradas crime. “A Polícia Civil só
atua a partir do momento em que podem ser configurados
ameaça, crime contra a honra – como
calúnia e difamação injustificada
–, além de meios eletrônicos que incitem
o suicídio e a prática de crimes, como
destruição de objetos [delito de dano] ou
difusão de brigas e confusões”, explica
José Mariano de Araújo Filho, delegado do
Departamento de Investigações sobre Crime
Organizado (DEIC).
Freud explica
O agressor precisa sentir que exerce poder sobre os outros,
além de querer ganhar prestígio e
atenção. Ninguém tem coragem de
detê-lo, muito menos de defender o agredido, devido ao medo
de ser a próxima vítima. “Geralmente,
os adolescentes que cometem o bullying são muito
críticos na percepção pessoal. Eles
vestem uma barreira protetora em torno de seus defeitos que os tornam
capazes de enxergar com muita facilidade onde mora a baixa autoestima
do outro”, explica a psicóloga Andréa.
Mãos à obra
Se os pais forem comunicados e o caso consistir em algum delito,
é recomendado ir a alguma delegacia, relatar o ocorrido em
qualquer unidade policial para que seja instaurado um
inquérito e comece a apuração.
“Seja site, e-mail ou rede de relacionamentos, é
preciso levar as ameaças impressas e salvas em disquete, CD
ou pen drive à qualquer delegacia para coleta e rastreamento
do agressor”, explica o delegado José Mariano. O
fato de não ter autoria não é caso
impeditivo para o prosseguimento da operação.
“Sempre há vestígios por causa do IP
[números que representam o local do computador],
então fazemos um trabalho de
investigação até chegar ao
endereço do meio eletrônico do
responsável, que pode cumprir pena de dois a oito anos,
dependendo do crime”, conclui.
Solução
Os adolescentes costumam ter amigos apenas na escola, no clube ou em
cursos que frequenta, até pela dificuldade de
locomoção, diferentemente dos adultos. A
psicóloga Andréa diz que, para evitar o
cyberbullying, o adolescente precisa fortalecer sua autoestima e
aumentar os seus referenciais de acesso, que são as pessoas
com quem se relaciona. “Se o bullying virtual já o
atingiu, o melhor é se afastar e observar outros meios, ter
amigos em diversos lugares e entender que aquela é a
opinião de um grupo específico, não do
resto do mundo”.
fonte: http://jovem.ig.com.br
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Julho/2010
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