
Curiosidades
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A maior velocidade de Internet testada pela NTT, uma Banda Ultra Larga a 70 Terabits/segundo
Engenheiros da companhia japonesa NTT lograram transmitir até
69,1 Terabits por segundo através de uma única fibra
óptica de 240 km de longitude.
Os 70.000.000 Megabits por segundo foram transmitidos com a
multiplexação de 432 sinais portadores, cada um usando
uma longitude de onda de luz diferentes (entre os 1527 e os 1620 nm),
de 171 Gigabit por segundo.
Isto é um novo recorde conseguido em uma única fibra
óptica, recorde que estava em “apenas” 32 Terabits
por segundo.
A empresa NTT Labs já tinha conseguido transmitir 13,5 Tbps em
uma fibra de 7 km de longitude, agora já estão pensando
em usar a tecnologia para ampliar as redes do país e conseguir
uma estrutura mais rápida e econômica.
A origem das notas musicais
Desde muito tempo, as diferentes
civilizações não só vivenciam a experiência musical como também
elaboram métodos e teorias capazes de padronizar um modo de se compor e
pensar o universo musical. Na Grécia Antiga, já observamos formas de
registro e concepção das peças musicais através de sistemas que
empregavam as letras do alfabeto grego. Ao longo do tempo, várias foram
as tentativas de sistematização interessadas em formular um modo de se
representar e divulgar as peças musicais.
Na Idade Média, a
questão da música foi assumindo uma importância muito grande entre os
clérigos daquela época. Por um lado, essa importância deve ser
entendida porque os monges tinham tempo e oportunidade de conhecer todo
o saber musical oriundo da civilização clássica através das bibliotecas
dos mosteiros. Por outro lado, também pode ser entendida porque o uso
da música foi assumindo grande importância na realização das liturgias
que povoavam as manifestações religiosas da própria instituição.
Foi
nesse contexto que um monge beneditino francês chamado Guido de Arezzo,
nascido nos fins do século X, organizou o sistema de notação musical
conhecido até os dias de hoje. Nos seus estudos, acabou percebendo que
a construção de uma escala musical simplificada poderia facilitar o
aprendizado dos alunos e, ao mesmo tempo, diminuir os erros de
interpretação de uma peça musical. Contudo, de que modo ele criaria
essa tal escala?
Para resolver essa questão, o monge Guido
aproveitou de um hino cantado em louvor a São João Batista. Em suas
estrofes eram cantados os seguintes versos em latim: “Ut quant laxis /
Resonare fibris / Mira gestorum / Famuli tuorum / Solve polluti / Labii
reatum / Sancte Iohannes”. Traduzindo para nossa língua, a canção faz a
seguinte homenagem ao santo católico: “Para que teus servos / Possam,
das entranhas / Flautas ressoar / Teus feitos admiráveis / Absolve o
pecado / Desses lábios impuros / Ó São João”. Mas qual a relação da
música com as notas musicais hoje conhecidas?
Observando as
iniciais de cada um dos versos dispostos na versão em latim, o
monge
criou a grande maioria das notas musicais. Inicialmente, as notas
musicais ficaram convencionadas como “ut”,
“ré”, “mi”, “fá”,
“sol”,
“lá” e “si”. O “si” foi
obtido da junção das inicias de “Sancte
Iohannes”, o homenageado da canção que inspirou
Guido de Arezzo. Já o
“dó” foi somente adotado no século XVII,
quando uma revisão do sistema
concebido originalmente acabou sendo convencionada.
Como Surgiu a Internet ?
Podemos
dividir a história da humanidade em três importantes eras: agrícola,
industrial e digital. Na era digital a sociedade tem recebido o nome de
“sociedade da informação”, aquela cuja cultura e economia dependem
essencialmente da tecnologia, da comunicação e da informação. Em tese,
todos participam de alguma maneira da interação, compartilhando o
conhecimento com base nas informações que possuem.
Através da
convergência tecnológica, o processo de troca de comunicação é muito
facilitado. Hoje podemos processar informações variadas em uma só
forma: a forma digital. Diferentes aparelhos são multifuncionais,
fazendo uso somente de um pequeno chip. Através de celulares, por
exemplo, acessamos a Internet, ouvimos rádio e músicas em formato mp3,
enviamos e-mails, fotos, vídeos e mensagens curtas de texto (SMS),
entre tantas outras funções.
A era é nova e o nome que deram à
sociedade atual é pomposo. Deve-se ter cuidado, porém, em não
generalizar, tendo em vista a realidade brasileira que é marcada pela
exclusão digital. Com a queda de preços e o crescimento da Internet a
inclusão digital tem aos poucos acontecido, mas ainda a passos de
tartaruga.
Observemos o que nos ensina Hugo Assmann, professor e Doutor em
Teologia, com ênfase em Filosofia da Educação:
“A
sociedade da informação é a sociedade que está sempre a constituir se,
na qual são amplamente utilizadas tecnologias de armazenamento e
transmissão de dados e informação de baixo custo. Esta generalização da
utilização da informação e dos dados é acompanhada por inovações
organizacionais, comerciais, sociais e jurídicas que alterarão
profundamente o modo de vida tanto no mundo do trabalho como na
sociedade em geral.
No futuro, poderão existir modelos
diferentes de sociedade da informação, tal como hoje existem diferentes
modelos de sociedades industrializadas. Esses modelos podem divergir na
medida em que evitam a exclusão social e criam novas oportunidades para
os desfavorecidos. A importância da dimensão social caracteriza o
modelo europeu. Este modelo deverá também estar imbuído de uma forte
ética de solidariedade.
A mera disponibilização crescente da
informação não basta para caracterizar uma sociedade da informação. O
mais importante é o desencadeamento de um vasto e continuado processo
de aprendizagem.”
Neste contexto, podemos falar da Internet. A
Internet surgiu nos anos 60, na época da Guerra Fria, nos Estados
Unidos. O Departamento de Defesa americano pretendia criar uma rede de
comunicação de computadores em pontos estratégicos. A intenção era
descentralizar informações valiosas de forma que não fossem destruídas
por bombardeios se estivessem localizadas em um único servidor.
Assim,
a ARPA (Advanced Research Projects Agency), uma das subdivisões do
Departamento, criou uma rede conhecida por ARPANET, ligada por um
backbone (“espinha dorsal”, isto é, estruturas de rede capazes de
manipular grandes volumes de informações) que passava por debaixo da
terra, o que dificultava sua destruição. O acesso à ARPANET era
restrito a militares e pesquisadores, demorou chegar ao público em
geral, pois temiam o mau uso da tecnologia por civis e países
não-aliados.
No Brasil, a conexão de computadores por uma rede
somente era possível para fins estatais. Em 1991, a comunidade
acadêmica brasileira conseguiu, através do Ministério da Ciência e
Tecnologia, acesso a redes de pesquisas internacionais.
Em maio
de 1995, a rede foi aberta para fins comerciais, ficando a cargo da
iniciativa privada a exploração dos serviços. Hoje, para conectar seu
computador, o usuário paga os serviços de um provedor de acesso ou tem
conexão direta.
O fenômeno Internet difere dos outros meios de
comunicação conhecidos até agora, haja vista que a postura do receptor
no rádio e na televisão é meramente passiva, enquanto em relação à
Internet o receptor participa selecionando e emitindo informações.
Há
várias maneiras de trocar e obter informações através da Internet,
dentre as quais: World Wide Web (www), mecanismos de busca, e-mail
(correio eletrônico), peer-to-peer, IRC (Internet Relay Chat), VoIP
(voz sobre IP), listas de discussão, bate-papos e mensagens
instantâneas. A própria rede, por sua vez, é acessada através de
diversos meios, caracterizando o típico exemplo de convergência
tecnológica, da facilitação no processo de troca de comunicação. A
Internet está presente em computadores, celulares, palms, e diferentes
aparelhos multifuncionais.
Voltemos ao tempo. Conseguimos nos
imaginar sem esta maravilhosa invenção que hoje é uma oportunidade de
atravessar fronteiras, derrubar barreiras e dividir idéias de forma
única? Além de tudo, a internet aumenta a capacidade de leitura (também
estimulando novas leituras), ajuda a encontrar informações, resolver
problemas e, sem dúvida, a adquirir competências cada vez mais exigidas
no mercado de trabalho. Fica no ar a pergunta, cuja resposta soa um
tanto óbvia para a maior parte dos usuários desta ferramenta
incomparável.
Como se forma o ovo ?
Tudo começa pela gema, que nada mais é
que um grande óvulo da galinha. E põe grande nisso! Com cerca de 4
centímetros de diâmetro, o óvulo da galinha é o maior do reino animal.
A gema é liberada do ovário e depois "viaja" por uma série de órgãos
internos da penosa até chegar ao útero, local onde o processo de
formação do ovo termina com a solidificação da casca. O tempo total
para que ele fique pronto é de aproximadamente 24 horas. "Cerca de 30
minutos após botar o ovo, a galinha ovula uma nova gema que dará origem
a todo o processo novamente", diz o médico-veterinário Ismar Araújo de
Moraes, da Universidade Federal Fluminense (UFF). O curioso é que,
quando a galinha nasce, todos os óvulos que ela irá gerar ao longo da
vida já estão armazenados no seu ovário, só que em tamanho
microscópico. Apenas na idade adulta é que eles ficam prontos para
ovulação. Em um ano, uma galinha põe cerca de 265 ovos, podendo manter
essa produção durante os dois anos que tem de vida numa granja - se for
um galinha criada na roça, a vida dela pode se prolongar por cerca de
cinco ou seis anos. Essas dúzias todas só se transformam em pintinho
quando a penosa acasala com um galo. "Os espermatozóides do galo são
bastante resistentes e sobrevivem até 15 dias dentro da galinha. Nesse
período, ela está fértil e os ovos serão sempre galados (podem originar
pintinhos)", diz o veterinário. A gema de um ovo galado tem uma pequena
mancha com um anel avermelhado, mas é difícil diferenciá-la a olho nu.
Bota-fora
Etapa
mais longa é a fabricação da casca, que acontece no útero e leva cerca
de 20 horasA formação do ovo tem início no ovário da galinha. É nesse
órgão que se encontram os óvulos, que nada mais são que as gemas. Aqui,
os óvulos amadurecem e incorporam grande quantidade de nutrientes, como
sais minerais, proteínas e gorduras.
O ovo em formação segue
então para o magno, uma espécie de canal. As espessas paredes do órgão
liberam substâncias como proteínas, sódio, cálcio e magnésio, que
completam a formação da clara, deixando-a bem espessa, diferente da que
vemos num ovo cru.
Quando um óvulo (gema) é liberado, ele migra
para uma estrutura do aparelho reprodutor chamada infundíbulo. Lá se
forma a calaza, membrana espessa que protege a gema e que dará origem à
clara. Também é no infundíbulo que os espermatozóides do galo fecundam
o óvulo, caso a galinha tenha acasalado.
Ao deixar o magno, o
ovo vai para o istmo, a última região do aparelho reprodutor antes do
útero. É aí que a clara ganha água e fica fluida como a conhecemos. No
istmo também se forma aquela película que envolve a parte interna da
casca do ovo.
Dentro do útero, o ovo recebe uma massa viscosa,
secretada pela mucosa do órgão. Tal massa é a base para a formação da
casca e se solidifica após ser impregnada por cristais de carbono e
cálcio. Essa é a etapa mais longa do processo, com o ovo ficando no
útero por cerca de 20 horas.
Quando o ovo está pronto, segue
para a vagina. Ele é expulso em poucos segundos pela cloaca da galinha,
câmara onde desembocam, além da vagina, o reto e o ureter do animal.
Para impedir que o ovo entre em contato com resíduos de fezes e urina
presentes na cloaca, a vagina se projeta para fora no momento da
postura.
Salvo pelo gongo
No mundo da competição esportiva observamos que diversas
pessoas se preocupam em determinar as regras que organizam uma
modalidade. Com isso, regras, punições, sistemas de
pontuação, advertências e juízes aparecem
como elementos fundamentais para fornecerem maior senso de
justiça à situação competitiva. Entretanto,
na condição de atividade humana, sabemos que muitas vezes
as situações inesperadas e o improviso acabam
extrapolando essa tentativa de controle.
Em certos momentos, principalmente quando um competidor escapa da
derrota iminente, costumamos dizer que o mesmo foi “salvo pelo
gongo”. Para muitos essa expressão seria emprestada das
competições de boxe, onde o tocar do gongo muitas vezes
evita um último golpe fatal. De fato, esse pessoal nem imagina
que essa expressão tem a ver com as peculiares maneiras com que
o homem tentou driblar a morte.
Ao longo dos séculos, a morte de um indivíduo era uma
questão rodeada por algumas crenças e incertezas. Desde a
Antiguidade, os surtos de catalepsia eram vistos como uma instigante
doença. Afinal de contas, esse distúrbio tem a capacidade
de deixar o indivíduo em completo estado de inapetência e
imobilidade. Muitas vezes, a vítima desse tipo de patologia
acaba sendo dada como morta e enterrada antes que possa recobrar os
sentidos.
Muitas vezes, ao desenterrarem algumas ossadas percebia-se que a parte
interna do caixão estava toda arranhada. Essa era uma clara e
terrível evidência de que mais um cataléptico fora
enterrado vivo. Visando resolver o problema, os britânicos
passaram a amarrar uma corda ao pulso de seus defuntos. Essa corda
sairia do túmulo até alcançar uma barulhenta
sineta. Logo, se um pobre coitado fosse enterrado vivo, poderia ser
literalmente “salvo pelo gongo”.
Enfiar o pé na jaca
Em momentos de alegria, principalmente em festas, deixamos a
empolgação tomar conta e acabamos cometendo alguns
excessos. No dia seguinte, ainda lamentando a ressaca da noite
anterior, somos avisados ou concluímos por si só que
enfiamos o pé na jaca. Dessa forma, aprendemos que qualquer tipo
de exagero ou comportamento abusivo está associado a essa
curiosa expressão.
Para alguns, a imagem de alguém literalmente enfiando o
pé na jaca é suficiente para associar a estranha alegoria
à situação de exagero. Contudo, esse é um
erro de interpretação que nega as verdadeiras origens
dessa expressão hoje tão comum. Na verdade, a fruta aqui
em questão só apareceu por conta de mais um corriqueiro
processo de mutação dos termos idiomáticos.
Nos idos do século XVII e XVIII, o transporte de cargas e
mercadorias ganhou grande espaço com a economia mineradora.
Naquela época, os tropeiros realizavam esse serviço de
distribuição no lombo de mulas geralmente munidas de um
grande par de jacás. O jacá era um grande cesto
indígena (feito de cipó ou bambu) no qual esses viajantes
carregavam suas valiosas mercadorias.
Em algumas situações, os tropeiros interrompiam ou
terminavam as suas viagens em uma venda onde se entregavam ao prazer da
bebida. Depois de tantos goles, era comum que esses tropeiros passassem
por um grande constrangimento na hora de subir no lombo das mulas.
Não raro, o pobre tropeiro embriagado acabava enfiando o
“pé no jacá” na hora de seguir o seu destino.
De lá para cá, o desuso desse tipo de cesto acabou sendo
paralelo à própria transformação do termo.
Nessa história, a pobre jaca acabou tomando o lugar do
utensílio indígena. Apesar da mudança, o exagero
dos tropeiros do século XVIII e dos “baladeiros”
modernos continuam a render boas histórias.
Céu de brigadeiro
Quando a sexta-feira chega, muitas pessoas esperam as notícias
do tempo para o fim de semana. Dependendo das condições
climáticas, programam um dia inteiro no clube, um belo passeio
na praia ou alguma outra atividade ao ar livre. Quando o
prognóstico é de céu limpo e dia ensolarado, vemos
que algumas pessoas dizem que o dia terá um “céu de
brigadeiro”. Mas afinal, será que um dia bonito com
céu azul tem algo a ver com a saborosa guloseima de chocolate?
De fato, os prazeres de um brigadeiro e um dia com o céu limpo
podem ser equiparados. Contudo, se engana quem faz esse tipo de
relação gastronômica para explicar a origem de tal
expressão popular. A sua origem se assenta em uma antiga
prática existente entre os membros da Força
Aeronáutica. Na hierarquia dessa instituição
militar, o brigadeiro ocupa o mais importante posto de comando da
Aeronáutica. Geralmente, em razão de sua
importância, esse oficial só faz voos quando o céu
apresenta condições favoráveis.
A popularização do “céu de brigadeiro”
aconteceu na medida em que os locutores de rádio das
décadas de 1940 e 1950 tomaram conhecimento de tal
prática militar. Sendo um veículo de
comunicação onde as palavras têm grande impacto,
vários locutores acharam interessante dizer que o dia tinha um
“céu de brigadeiro”. Inicialmente, a curiosa
gíria ganhou fama no Rio de Janeiro que, na época,
ostentava o posto de capital do país e concentrava grande parte
dos voos aéreos realizados.
É interessante ver como alguns termos percorrem uma origem
completamente distante daquilo que poderíamos um dia imaginar.
Sem dúvida, a língua é uma ferramenta de
comunicação que permite as mais amplas possibilidades de
construções simbólicas. Se porventura
alguém se decepcionou com a origem desse termo, recomendamos o
consumo de um prato de brigadeiros em um dia ensolarado. É um
belo consolo, não?!
Jurar de pés juntos
Em diversas situações do nosso dia a dia, somos
forçados a utilizar de uma mentira ou omitir a verdade por
questões de interesse próprio. Apesar de fazer parte do
nosso cotidiano, sabemos que uma mentira pode ser crucial para que
tenhamos a nossa credibilidade ameaçada junto a um terceiro.
Muitas vezes, aqueles que não são muito dignos de
crédito, acabam se valendo de súplicas diversas para
serem levados a sério. Não raro, atestam o valor de suas
palavras “jurando de pés juntos”.
Para nós, a origem dessa palavra nos parece incógnita.
Afinal, qual a relação existente entre o fato de dizer a
verdade e ficar com os pés juntos? Seria isso algum tipo de
superstição antiga? Ou esse termo faria referência
a uma posição que pode ser entendida como sinal de
respeito e verdade? Nem uma coisa, nem outra! Para saber de onde vem
esse tipo de juramento, devemos nos reportar aos tempos medievais, mais
especificamente no período da Inquisição.
Durante a Baixa Idade Média, observamos que o desenvolvimento
das heresias se constituía como uma séria ameaça
à hegemonia dos dogmas pregados pela Igreja Católica.
Afinal de contas, o aparecimento de outras compreensões de
fé poderia abrir caminho para a fundação de novas
religiões ou de outros movimentos que abalariam a imagem da
Igreja como detentora do saber religioso. Foi daí que, no
século XIII, foi criado o Tribunal do Santo Ofício,
fundado para punir os crimes contra a fé católica.
Quando acusada de um crime religioso, a pessoa investigada passava pela
prisão e tinha a sua casa toda revistada. Nesse tempo de
reclusão, os membros da Igreja abriam espaço para que o
investigado realizasse a confissão de seus mais graves pecados.
Caso isso não acontecesse, os clérigos utilizavam de
métodos de tortura que deveriam forçar o pobre
cristão a admitir suas falhas. Foi daí que surgiu a
expressão “jurar de pés juntos”.
Entre as várias torturas empregadas, os suspeitos tinham, muitas
vezes, os pés e as mãos amarrados ou terrivelmente
pregados em postes de madeira. Em muitas situações, o
inconfesso era colocado de ponta cabeça, o que só
aumentava o seu desconforto. Logo, não suportando as dores
daquele tipo de agressão, acabavam confessando qualquer tipo de
crime religioso. Eles literalmente acabavam “jurando de
pés juntos” a prática dos delitos que os levaram
àquele tormento.
Com o passar do tempo, a tortura inquisitória acabou se
transformando em expressão popular na Península
Ibérica, coincidentemente, uma das regiões mais atingidas
pela Inquisição Católica. Em terras portuguesas,
além do uso aqui exposto, os portugueses também empregam
o seu antônimo dizendo “negar de pés juntos”.
Já entre os vizinhos espanhóis presenciamos a
variação “crer com os pés juntos”, que
significa acreditar incondicionalmente em algo.
Arranca rabo
Muitas pessoas hoje dizem que a vida é uma luta diária
pela sobrevivência. Além de enfrentar nossos
próprios limites, ainda temos que encarar a ameaça
imposta por terceiros. Seja no trabalho, na fila do banco, no
trânsito ou no caixa do supermercado, é comum sermos
afortunados por algum contratempo ou alguém que nos queira
prejudicar. Vez ou outra, não suportando o tamanho da
injúria, o bom senso acaba ficando de lado. E, se
necessário, aprontamos um belo “arranca rabo”.
Todo mundo sabe que o tal "arranca rabo" é sinônimo de
escândalo, briga e confusão. Entretanto, tão
irracional quanto um acesso de fúria, a expressão em si
não parece ter uma ligação lógica com os
ataques de nervos ou rixas do cotidiano. Sendo esse mais um
mistério de nossa peculiar língua, temos que voltar a
tempos muito remotos para enfim descobrirmos quando o arranca-rabo
começou.
Como em outros casos, essa expressão idiomática foi
trazida pelos colonizadores que aportaram em terras brasileiras.
Entretanto, os nossos irmãos lusitanos herdaram o termo por
conta de uma antiga tradição criada pela
civilização egípcia. Durante suas conquistas
militares, os guerreiros egípcios tinham o costume de arrancar a
cauda dos cavalos inimigos. Por meio desse gesto, eram prestigiados ao
atestar o número de oponentes que venceram no campo de batalha.
No decorrer dos séculos, esse hábito se transformou em
uma espécie de tradição militar presente em
diferentes culturas da Europa, incluindo a lusitana. No Brasil, o
costume de arrancar o rabo foi registrado entre os cangaceiros
nordestinos. Toda vez que invadiam a propriedade de um fazendeiro,
essas peculiares figuras da República Velha arrancavam o rabo de
alguns animais da propriedade. Nesse caso, a ação
funcionava como um tipo de humilhação pública
simbolizada pelas reses que perderam a cauda.
Arroz de festa
Mais do que simples celebrações, as festas delineiam um
nicho de manifestações sociais em que um grande
número de pessoas se encontra para estabelecer contatos,
alcançar status ou se inserir em círculos sociais
restritos. Vez ou outra, as revistas de fofoca noticiam e acompanham
uma série de festividades que são consideradas
“imperdíveis” para quem deseja se expor publicamente
ou galgar alguma espécie de prestígio.
Folheando esse tipo de publicação, sempre encontramos
– por repetidas vezes – um corriqueiro grupo de atores,
modelos, milionários e celebridades instantâneas que
não faltam em nenhuma dessas ocasiões. Em determinadas
casos, chegamos a ter a estranha impressão de que
“fulano” e “beltrana” vivem em
função da próxima festinha onde poderão
tirar fotos, expor roupas luxuosas e desfrutar outros pequenos
prazeres. A esses temos o costume de delegar o indigesto título
de “arroz de festa”.
Contudo, será que alguém já parou para pensar
sobre o significado dessa estranha expressão? Afinal de contas,
o que tem a ver uma pessoa frequentar muitos eventos sociais e ser
comparada a um alimento de natureza vulgar? Se essas mesmas
questões atordoam a você, é necessário
recuar historicamente até a terrinha de nossos colonizadores
para descobrirmos a origem do famigerado “arroz de festa”.
Em Portugal, o termo “arroz de festa” serve também
para designar uma famosa sobremesa que temos o costume de chamar de
“arroz doce”. Elaborada e trazida pelos árabes, essa
iguaria composta por ovos, açúcar, arroz, leite e
essência de flor de laranjeira, acabou tendo enorme receptividade
nas festividades promovidas pelas famílias mais ricas de
Portugal.
Com o passar do tempo, o arroz de festa se tronou um quitute
obrigatório em qualquer evento que se prezasse. Mediante a sua
recorrência, acabou também determinando a fama de quem
não perde nenhuma festinha que seja!
De araque
A mentira é algo que permeia o nosso cotidiano de uma forma
impressionante. Apesar de ser condenada como pecado e figurar grandes
casos de corrupção, a mentira, por menor que seja, acaba
sendo quase inevitável. No dia a dia, o hábito acaba
tendo tamanha relevância, que pode ser vista nas várias
expressões que denunciam a consumação do ato.
Entre outros tantos, o termo “de araque” aparece sempre
junto a algo que parece ser uma coisa, mas não é.
Para explicar a origem dessa expressão tão cotidiana,
temos que primeiramente derrubar um antigo mito ligado à
bebedeira. Nos vários botequins e festas, é comum
ouvirmos que, sempre quando a bebida alcoólica é
ingerida, o seu consumidor acaba deixando escapar algumas verdades
escondidas. Esse parece não ser o caso do “arak”,
uma bebida destilada árabe, fabricada a partir da seiva da
palmeira ou do arroz e dotada de um altíssimo teor
alcoólico.
Trazida ao Brasil pelos imigrantes árabes de origem não
muçulmana, essa bebida logo foi conhecida pelo seu potencial em
causar uma grande sensação de embriaguez. Como todos
sabem, o bebum, além de deixar escapar muitas verdades,
também confessa o seu estado tétrico quando começa
a falar uma série de histórias “de araque”. E
foi dessa forma que, a partir do aportuguesamento do termo
“arak”, que a expressão aqui explicada, saiu dos
copos para incorporar-se à linguagem usual.
Ao verificar a inesperada origem árabe do termo “de
araque”, comprovamos a existência do grande mosaico que
figura a cultura brasileira. Além de negros, índios e
brancos, temos uma outra leva de civilizações que
trouxeram consigo hábitos que determinam a
construção dos nossos costumes. Sendo assim, temos mais
uma lição para os pensadores “de araque” que
negam ou criticam a multiplicidade que constrói a identidade do
povo brasileiro.
Resumo da ópera
Nos dias atuais, as pessoas estão cada vez mais interessadas em
receber informações no menor espaço de tempo
possível. Essa demanda acabou não só influenciando
no aprimoramento dos meios de comunicação, mas
também acabou moldando as qualidades dos textos que repassam
conhecimento. Ao invés de longos e intermináveis tratados
sobre um assunto, as pessoas optam por textos curtos e objetivos.
Dessa forma, poderíamos dizer que o leitor contemporâneo
tem dado expressa preferência àquilo que costumamos chamar
de o “resumo da ópera”. Para alguns, essa
expressão poderia ser uma chacota com as longas horas que marcam
esse tipo de apresentação de música
clássica. Entretanto, o emprego dessa expressão
idiomática já existia antes mesmo que a música
clássica, no século XVI, experimentasse seus primeiros
flertes com os elementos teatrais.
Do ponto de vista histórico, a expressão
“ópera” tem origem italiana e servia para nomear
qualquer tipo de obra arquitetônica, literária ou musical.
No caso dos livros, os italianos estipularam o costume de editar
algumas encadernações onde aglomeravam o chamado
“sommario dell’opera” (resumo da obra) de
várias publicações que haviam sido feitas ao longo
de um determinado período.
No século XVII, a popularização do teatro
lírico foi lentamente transformando a palavra ópera em
sinônimo desse tipo de manifestação
artística. De fato, como as óperas incorporavam uma
narrativa extensa e nem sempre conhecida por todos os seus
apreciadores, os organizadores do espetáculo passaram a fabricar
pequenos livretos com o tal “resumo da ópera”.
Daí em diante, esse tipo de entretenimento e a própria
expressão foram ganhando terreno em vários pontos do
Velho Mundo. Sendo a língua dotada de grande dinamicidade, a
expressão acabou sendo utilizada para fazer referência ao
resumo de qualquer assunto ou material. No caso do Brasil, assim como
em outras diversas situações, o “resumo da
ópera” foi provavelmente trazido pelos nossos
colonizadores portugueses.
Conto do Vigário
O conto do vigário aconteceu no século XVIII na cidade de
Ouro Preto entre duas paróquias: a de Pilar e a da
Conceição que queriam a mesma imagem de Nossa Senhora.
Um dos vigários propôs que amarrassem a santa no burro ali
presente e o colocasse entre as duas igrejas. A igreja que o burro
tomasse direção ficaria com a santa. Acontece que, o
burro era do vigário da igreja de Pilar e o burro se direcionou
para lá deixando o vigário vigarista com a imagem.
Outro fato interessante aconteceu no século XIX em Portugal
quando alguns malandros chegavam à cidades desconhecidas e se
apresentavam como emissários do vigário. Diziam que
tinham uma grande quantia de dinheiro numa mala que estava bem pesada e
que precisaria guardá-la para continuar viajando.
Diziam que como garantia era necessário que lhes dessem alguma
quantia em dinheiro para viajarem tranqüilos e assim conseguiam
tirar dinheiro dos portugueses facilmente.
Dessa forma, até hoje somos vítimas dos contos dos
vigários que andam por aí, por isso a dica é,
tomar muito cuidado com ajudas e ganhos, para que não caia num
Conto do Vigário.
Cair nos braços de Morfeu
Apesar dos milênios que nos separam dos gregos, podemos ver que o
legado dessa antiga civilização ainda tem uma
influência significativa em diversos aspectos de nossa vida
cotidiana. As noções estéticas, a ideia de
democracia, os princípios da filosofia são apenas alguns
dos casos em que vemos de que modo os gregos deixaram sua marca entre
as culturas ocidentais. Na verdade, caso haja um pouco mais de
interesse, podemos descobrir que a cultura grega também adentra
aspectos bem mais simples do nosso dia a dia.
De fato, as propriedades revigorantes do sono conhecidas por todas as
pessoas e a falta do mesmo pode gerar uma série de problemas de
saúde. Vários estudiosos ainda investigam de que modo
essa atividade que ocupa praticamente um terço de nossas vidas
interfere no funcionamento de nosso organismo. Em nosso cotidiano,
é comum muitas pessoas celebrarem uma noite bem dormida dizendo
que “caiu nos braços de Morfeu”. Mas afinal, de onde
veio essa expressão?
Segundo a mitologia grega, Morfeu era um deus filho de Hipnos, o deus
do sono. Assim como o seu pai, ele dispunha de grandes asas que o fazia
vagar silenciosamente pelos mais distantes lugares do planeta Terra. Ao
aproveitar do repouso dos homens, Morfeu assumia formas humanas e
ocupava os sonhos de quem quisesse. Desse modo, os gregos acreditavam
que uma noite bem dormida e seus vários efeitos positivos
só seriam explicados pela presença dessa divindade em
seus sonhos.
Foi justamente por meio dessa expressão e da história de
Morfeu que um dos mais potentes analgésicos existentes, a
morfina, ganhou esse nome. No fim das contas, mesmo que a mitologia
não tenha embasamento científico, sabemos que uma noite
de bom descanso é simplesmente divino.
Dar com os burros n’água
Na hora que acontece um infortúnio, palavras e expressões
que manifestam o nosso desalento surgem sem maiores dificuldades.
Contudo, por que alguns desafortunados costumam dizer que “deram
com os burros n’água”? Para responder a esse
mistério do nosso vernáculo, basta investigar o tempo em
que as mulas e os burros se transformaram no principal meio de
transporte do Brasil.
No século XVIII, o desenvolvimento da economia aurífera
foi responsável pelo aparecimento de vários centros
urbanos no interior da colônia. Nessa época, a corrida
pelo ouro acabou deixando em segundo plano o desenvolvimento dos meios
e recursos que poderiam atender as demandas de cada uma dessas cidades.
Dessa forma, as localidades com economia mais diversificada acabaram
fornecendo muitos dos víveres necessários à
sobrevivência dos habitantes de tais localidades.
Para atravessar o sertão brasileiro com essas mercadorias, os
tropeiros utilizaram o lombo de burros e mulas que resistiam a longos
períodos de caminhada pelas matas. Apesar de bastante lucrativa,
essa atividade era repleta de desafios que transformavam o tropeirismo
em uma aventura incerta e tomada por alguns riscos. Em algumas dessas
situações, os pobres animais de carga eram obrigados a
atravessar terrenos alagados e muitos acabavam morrendo afogados.
Além de perder o útil animal, muitas vezes obtido junto a
contrabandistas da região sul, os viajantes poderiam perder as
mercadorias que lhe dariam um considerável retorno financeiro.
Com isso, na medida em que a expressão foi aumentando, toda vez
que alguém levava a pior, o incidente com os burros (ou mulas!)
acabava simbolizando a falta de sorte do infeliz.
Segurar Vela
Atualmente, podemos notar que muitas pessoas enfrentam sérias
dificuldades para encontrar algum parceiro ou namorada.
Costumeiramente, alegam que ninguém está disposto a
sustentar uma relação séria em que a cumplicidade
ou a possibilidade do matrimônio estejam em vista. Nesse
verdadeiro desencontro entre tantos solteiros, alguns acabam não
só sentido o peso da solidão, bem como repudiam a
proximidade com os sortudos que encontraram uma possível
cara-metade.
Não é difícil ouvir um solteiro se recusando a
sair com um casal alegando que não está nenhum pouco a
fim de “segurar vela”. Deixando de lado seu uso tão
corriqueiro, temos uma séria dificuldade em reconhecer uma
relação lógica entre esse tipo de
situação e a expressão empregada. De fato, para
que esse “mistério da língua” seja
definitivamente esclarecido, precisamos remontar os vários
lugares e usos que a bendita vela teve ao longo da História.
Por muito tempo, a inexistência de lanternas ou lâmpadas de
longa duração dificultava bastante a
realização de qualquer ofício em locais mal
iluminados. Dessa forma, as velas se transformavam no único
recurso suficientemente capaz de resolver a busca por claridade. No
período medieval, as velas costumavam ser seguradas pelos
aprendizes das corporações de ofício. Enquanto
auxiliavam na iluminação do lugar, acompanhavam as etapas
que envolviam a execução de uma tarefa ou a
aplicação de alguma técnica.
De simples necessidade, segurar velas acabou se transformando em uma
atividade profissional de menor importância. Em alguns teatros e
estabelecimentos noturnos, era comum observar a presença de
garotos que eram pagos para manter as velas destes locais acesas. Entre
os franceses, essa expressão estava relacionada com o curioso
hábito dos nobres e burgueses de elegerem um criado para ficarem
de costas, segurando uma vela ou candelabro, enquanto os patrões
tinham suas relações sexuais.
Todo o infortúnio que se relacionou à tarefa de segurar
vela acabou fazendo com que a expressão fosse originalmente
usada para se remeter a qualquer tipo de subordinação
humilhante. Com o passar do tempo, quem passou a “segurar a
vela” foram as amantes dos secretos triângulos amorosos.
Dessa forma, faz pouco tempo que as “velas” passaram a ser
“seguradas” todas as vezes que um pobre solteiro é
obrigado a acompanhar um casal enamorado.
Aniversário
A tradição de sempre festejar a data em que uma pessoa
completa mais um ano de vida não é totalmente seguida no
mundo. No Vietnã, por exemplo, tal comemoração
não se dá na data específica do nascimento, mas na
passagem do ano novo, de forma coletiva.
As festas de aniversário surgiram no Ocidente. Desde a
Antiguidade, os romanos já comemoravam o dia do nascimento de
uma pessoa, conhecido como "dies sollemnis natalis". Os tradicionais
bolos de aniversário surgiram na civilização
grega, quando os adoradores da deusa da fertilidade, Ártemis,
passaram a oferecer em seu templo um preparado de mel e pão, no
formato de uma lua.
As velas colocadas em cima do bolo também surgiram na
época dos deuses antigos, pois as pessoas acreditavam que a
fumaça das velas levava as preces dos fiéis até o
céu, além de proteger o aniversariante de
espíritos ruins e garantir sua proteção para o ano
vindouro.
Origem da Chapinha
O que anda fazendo a cabeça da mulherada é a moda dos
cabelos lisos, mas para conseguir esse feito precisam aderir ao uso da
chapinha, também conhecida como “piastra”.
Engana-se quem pensa que essa moda é atual, essa mania existe há tempos.
Antigamente, para conseguir o efeito liso, as mulheres pegavam a
cabeleira crespa e passavam banha de porco, sebo e óleo de
peixe. Já no século 18, a tática era outra,
lavava-se os cabelos com éter e ácido sulfúrico
diluído em água. Com o passar do tempo as técnicas
foram evoluindo, tanto que, no século 19, as melenas eram
domadas com a ação do calor, com toalhas molhadas em
água fervente e barras de ferro aquecidas em carvão.
Já no século 20 descobriu-se que a temperatura de
100ºC faz com que o hidrogênio presente nos fios de cabelo
evapore, deixando-os com o aspecto liso. A partir desse
princípio diversas invenções foram surgindo, uma
mais inusitada e com maior precisão do que a outra.
O protótipo da atual chapinha foi criado pelo engenheiro
norte-americano Isaak K. Shero, chamando sua criação de
flat iron. Mas a moda de alisar os cabelos com esse tipo de equipamento
só fez a cabeça da mulherada após 20 anos, em
Paris, com o primeiro modelador de cabelos. Segundo alguns
pesquisadores, esse aparelho tinha a aparência de uma
pinça gigante e era aquecido no fogareiro, as mulheres testavam
a temperatura até alcançar uma que proporcionasse o
efeito liso.
As chapinhas elétricas surgiram na década de 80, e essa
invenção logo virou febre entre as mulheres que
possuíam certo poder aquisitivo. Atualmente, a conhecida
chapinha tornou-se acessível a todas as classes sociais, tendo
preços e qualidades diferentes, as mais cobiçadas
são as de cerâmica e de infravermelho, pois proporcionam
um efeito mais duradouro e mais natural. O efeito da chapinha é
totalmente reversível, basta expor o cabelo à umidade que
ele volta ao natural. Deve-se tomar algumas precauções
quanto ao uso de chapinhas, pois a utilização excessiva
desse recurso prejudica os cabelos, enfraquecendo-os.
Culpa no Cartório
“Culpa no cartório” ou “ter culpa no
cartório” é uma expressão cotidiana para
dizer que alguém deve algo ou cometeu algum tipo de
infração. Contudo, se levarmos ao pé da letra,
perceberemos que este recurso da língua não tem nada a
ver com as atuais funções de um cartório. Quando
somos julgados por alguma infração, somos geralmente
convocados a aparecer em um tribunal ou delegacia para que se
faça o registro do crime em questão.
Dessa forma, vem a pergunta: “de onde surgiu a tal culpa no
cartório?”. Para respondermos a esse questionamento,
precisamos antes nos deslocar para a Europa da Baixa Idade
Média. Nesse período, lá pelos idos do
século XIII, a Igreja tinha uma visível
preocupação em combater os movimentos heréticos
que contrariavam as verdades eternas pregadas por seus clérigos.
Foi nesse momento em que os dirigentes da Santa Sé decidiram
criar o chamado Tribunal da Santa Inquisição. Este
órgão tinha como função essencial vigiar e
punir qualquer tipo de ação que pudesse ser vista como um
crime contra a doutrina católica. Os acusados sofriam um
processo judicial que poderia converter em um variado leque de
penalidades que iam da penitência até a morte na fogueira.
Desse modo, várias pessoas tiveram suas crenças tolhidas
pelo terror implantado pela Igreja.
Para controlar o histórico dos envolvidos em uma
investigação, a Igreja mantinha um cartório onde
registrava e mantinha cada um dos processos judiciais conduzidos por
ela. Dessa forma, a pessoa acabava tendo seu nome manchado ao ter em
algum momento se envolvido com a investigação clerical.
Na Espanha, a incômoda situação levava muitos a
caçoarem de um ex-condenado dizendo que ele tinha “culpa
en el notario”. Foi daí que a tal “culpa no
cartório” se transformou em expressão comum nos
países ibéricos.
Qual a diferença entre mp3, mp4, mp5, mp6, mp7, mp8, mp9, mp10…?
Em 2007
MP3: MP3
é o formato de compressão de áudio que causou uma
verdadeira revolução. Arquivos de áudio podem ser
convertidos em MP3, com poucas perdas de qualidade (as pessoas
“comuns” como eu não conseguem perceber a
diferença), ocupando apenas cerca de 10% do espaço de
armazenamento necessário para o formato digital do CD de
áudio.
O que comumente se chama de “MP3″, ou “tocador de
MP3″ são aqueles pen-drives que tocam música e
sintonizam rádio FM.
MP4: o MPEG4 é um padrão de compressão de
vídeo, que causou na indústria a mesma
revolução que o MP3. Graças ao MPEG4 um filme de
uma hora e meia de duração, que no formato de DVD
ocuparia quase 5GB de espaço, pode ser colocado em um mero CD de
700MB, com pouca perda de qualidade de imagem. A trilha sonora, em MP3,
nem chega a ser relevante em termos de tamanho de arquivo, neste caso.
O “MP4″ da indústria é a versão do
“MP3″ acima com uma telinha de LCD, capaz de reproduzir
vídeos.
MP5: agora começamos a entrar na área do que considero o
absurdo da indústria de cacarecos. Considerando que MP é
a abreviatura de MPEG, Moving Picture Expert Group, não caberia
ninguém exceto o próprio MPEG criar novos padrões
e nomenclaturas. Contudo, já criaram por aí o
“MP5″, que nada mais é do que o mesmo MP4 acima
descrito, mas com câmera digital integrada, capaz de tirar fotos
e em alguns casos também filmar.
MP6: se falar em MP5 para referir-se a um tocador de vídeos
MPEG4 com câmera digital e rádio FM já me parece
absurdo, falar em MP6 então é o cúmulo. Tem
agendas de telefones e de compromissos, acessa Internet, roda programas
e jogos em Java, envia e recebe e-mails.
MP7: deve ter as mesmas funções do mp6 e ainda recebe sinais de TV e grava programas da Sky!
MP8: logo o MP8 deve vir com escova de dentes, monitor cardíaco e cafeteira, pesando menos de 100g.
fonte: http://www.burlar.org
Em 2010
Não se
preocupe. Se não sabe a diferença entre esse monte de MPs
que estão sendo vendidos em camelôs e lojas Xing Lings,
você é normal. Essa classificação
começou a ser utilizada de maneira indiscriminada e não
tem mais muita ligação com a sua verdadeira origem.
Tudo começou com o formato de música MPEG-1 Audio Layer
3, mais conhecido como MP3. Com eles, surgiram aparelhos para executar
arquivos desse formato, os MP3 Players. O problema é que os
tocadores também começaram a ser chamados carinhosamente
de MP3. Aqui, já começou a junção do nome
do formato com o do aparelho e também a confusão na
cabeça do povo.
Depois, vieram os vídeos com a extensão mp4. Como
passaram a ser chamados os aparelhos que executavam esses arquivos? MP4
também. O pior é que quase nenhum desses ditos
“tocadores de MP4” suporta executar vídeos. mp4. Mas
as pessoas passaram a achar que os aparelhos com uma
função a mais tinham um MP maior. Acharam tanto que a
coisa acabou virando verdade.
O pior é que por mais que você tente falar para
alguém que esse lance de MP é invenção,
ninguém acredita. Então, se não pode
vencê-los, junte-se a eles. Abaixo está a lista com o que
faz cada MP acrescenta ao aparelho.
* MP3 – Música
* MP4 – Vídeo
* MP5 – Câmera
* MP6 – Celular
* MP7 – Rádio
* MP8 – Jogos
* MP9 – TV
* MP10 – Dual-SIM
* MP11 – Tela de Toque
* MP12 – Bluetooth
* MP13 – Wi-Fi
* MP14 – GPS
* MP15 – Faz café (especulação)
* MP16 – Leva o cachorro para passear (especulação)
Mas, hoje em dia, essa ordem nem sempre é seguida ao pé
da letra. Após o MP10, tudo virou o samba do chinês louco
e ninguém é de ninguém.
fonte: http://www.numclique.net
Expressões
Populares - De onde sai isso?
Spam
A utilização do termo “spam”
para designar mensagem não solicitada decorre de um spot
humorístico do grupo inglês Monty Python, que
mostrava em um restaurante uma garçonete tentanto fazer, a
todo custo, uma cliente comprar uma refeição a
base de “spam”. O produto
“spam”, deriva do nome de um produto da empresa
Hormel Foods a base de carne suína enlatada - Hormel Spice
Ham. Um concurso feito pela empresa o rebatizou de
“Spam”, este alimento, muito barato, foi muito
consumido pelos aposentados norte-americanos nas épocas de
recessão, o que justifica, de outra parte, a ojeriza de
muitos consumidores a este produto.
Tirar
o Cavalo da Chuva
- Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou
deixar você sair hoje!
No século XIX, quando uma visita iria ser breve,
ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do
anfitrião e, se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos
da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado
só poderia pôr o animal protegido da chuva se o
anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse:
"pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão
passou a significar a desistência de alguma coisa.
Santo
do Pau Oco
Durante o século XVII, as esculturas de santos que vinham de
Portugal eram feitas de madeira. A expressão surgiu porque
muitas delas chegavam ao Brasil recheadas de dinheiro falso. No ciclo
do ouro, os contrabandistas costumavam enganar a
fiscalização recheando os santos ocos com ouro em
pó. No auge da mineração, os impostos
cobrados pelo rei de Portugal eram muito elevados. Para escapar do
tributo, os donos de minas e os grandes senhores de terras da
colônia colocavam parte de suas riquezas no interior de
imagens ocas de santos. Algumas, normalmente as maiores, eram enviadas
a parentes de outras províncias e até de Portugal
como se fossem presentes.
Rasgar
Seda
A expressão que é utilizada quando
alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu
através da peça de teatro do
teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na
peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua
profissão para cortejar uma moça e
começa a elogiar exageradamente sua beleza, até
que a moça percebe a intenção do rapaz
e diz: "Não rasgue a seda, que se esfiapa".
Quem
não tem cão, caça com gato
Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se
adulterou. Inicialmente se dizia "quem não tem
cão caça como gato", ou seja, se esgueirando,
astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.
Queimar
as pestanas
Expressão ligada aos estudantes, querendo significar aqueles
que estudavam muito. Antes do aparecimento da electricidade,
recorria-se a uma lamparina ou uma vela para
iluminação. A luz era fraca e, por isso, era
necessário colocá-las muito perto do texto quando
se pretendia ler o que podia dar azo a "queimar as pestanas".
Pôr
a mesa
Durante a Idade Média, as grandes casas e os
palácios não tinham uma sala de jantar porque a
tradição era a de que os senhores comiam onde
estavam. Na hora da refeição, o pessoal que
trabalhava nas cozinhas colocava cavaletes com estrados por cima, ao
que se chamavam mesas. Não havia talheres, a não
ser a faca que cada um trazia sempre consigo. Comia-se quase tudo
à mão. Para chamar os senhores para a
refeição, os criados diziam aos seus amos que
"...as mesas estão postas."
Pensando
na Morte da Bezerra
A história mais aceitável para explicar a origem
do termo é proveniente das tradições
hebráicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como
forma de redenção de pecados. Um filho do rei
Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi
sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se
lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses
o garoto morreu.
Para
inglês ver
Em 1830, pressionado pela Inglaterra, o Brasil começou a
aprovar leis contra o tráfico de escravos. Mas todos sabiam
que elas não seriam cumpridas. Falava-se, então,
que as leis eram apenas para inglês ver.
Pagar
o pato
A expressão deriva de um antigo jogo praticado em Portugal.
Amarrava-se um pato a um poste e o jogador (em um cavalo) deveria
passar rapidamente e arrancá-lo de uma só vez do
poste. Quem perdia era que pagava pelo animal sacrificado, sendo assim
passou-se a empregar a expressão para representar
situações onde se paga por algo sem obter um
benefício em troca. Significa fazer o papel de tolo, pagando
por aquilo que não deve.
Onde
Judas Perdeu as Botas
Existe uma história não comprovada, de que
após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore
sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro
que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados
viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e
do dinheiro da traição. Nunca alguém
ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí
surgiu à expressão, usada para designar um lugar
distante, desconhecido e inacessível.
OK
A expressão inglesa "OK" (okay), que é
mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo
bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, nos EUA. Durante
a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte
entre a tropa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum morto),
expressando sua grande satisfação. Daí
surgiu o termo "OK".
O Pior
Cego é o que não Quer Ver
Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o
doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de
córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso
da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou
a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que
ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que
arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no
Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como
o cego que não quis ver.
No
tempo do Onça
No início do Século 18, o Rio de Janeiro era
governado por Luiz Vahia Monteiro, conhecido como “o
Onça”. Ele tinha este apelido por ser extremamente
severo e exigente. Durante o período em que governou o Rio,
ele cumpria rigorosamente a lei e exigia que todos a cumprissem
também. Os saudosos do governador Vahia Monteiro, ao
assistirem o desleixo com que a cidade era administrada, viviam
suspirando pelos cantos e dizendo: “Ah, no tempo do
Onça que era bom!”. Por conta disto, a
expressão “no tempo do Onça”
passou a significar coisa antiga, algo de tempos passados.
Não
Entendo Patavinas
Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que
falavam os frades italianos patavinos, originários de
Pádua, ou Padova, sendo assim, não entender
patavina significa não entender nada.
Motorista
Barbeiro
- Nossa, que cara mais barbeiro!
No século XIX, os barbeiros faziam não somente os
serviços de corte de cabelo e barba mas, também,
tiravam dentes, cortavam calos, etc... E por não serem
profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A
partir daí, desde o século XX, todo
serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela
expressão "coisa de barbeiro". Esse termo veio de Portugal,
contudo a associação de "motorista barbeiro", ou
seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.
Lua-de-mel
Há mais de 4 mil anos, os habitantes da Babilônia
comemoravam a lua-de-mel durante o primeiro mês de casamento.
Nesse período, o pai da noiva precisava fornecer ao genro
uma bebida alcoólica feita da
fermentação do mel. Como eles contavam a passagem
do tempo por meio de um calendário lunar, as
comemorações ficaram conhecidas como lua-de-mel.
Lágrimas
de crocodilo
Os animais que vivem em água salgada, como focas e
crocodilos, ajudam a eliminar o excesso de sal do corpo vertendo
água salgada pelos olhos, pressionando o céu da
boca com a língua. Ele chora enquanto devora suas
vítimas.
Jurar
de Pés Juntos
- Mãe, eu juro de pés juntos que não
fui eu.
A expressão surgiu através das torturas
executadas pela Santa Inquisição, nas quais o
acusado de heresias tinha as mãos e os pés
amarrados (juntos) e era torturado para dizer nada além da
verdade. Até hoje o termo é usado para expressar
a veracidade de algo que uma pessoa diz.
Guardar
a Sete Chaves
No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de
arquivamento de jóias e documentos importantes da corte
através de um baú que possuía quatro
fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto
funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O
número sete passou a ser utilizado devido ao valor
místico atribuído a ele, desde a época
das religiões primitivas. A partir daí,
começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" para
designar algo muito bem guardado.
Gatos-pingados
Tem sentido depreciativo usando-se para referir uma suposta
inferioridade (numérica ou institucional),
insignificância ou irrelevância. Esta
expressão remonta a uma tortura procedente do
Japão que consistia em pingar óleo a ferver em
cima de pessoas ou animais, especialmente gatos. Existem
várias narrativas ambientais na Ásia que mostram
pessoas com os pés mergulhados num caldeirão de
óleo quente. Como o suplício tinha uma
assistência reduzida, tal era a crueldade, a
expressão "gatos pingados" passou a denominar pequena
assistência sem entusiasmos ou curiosidade para qualquer
evento.
Ficar
a Ver Navios
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de
Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse
motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do
monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em
Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo
ficava a ver navios.
Fazer
nas Coxas
A origem vem da época dos escravos, que usavam as
próprias coxas para moldar o barro usado na
fabricação das telhas. Como as medidas eram
diferentes, as telhas saíam também em formatos
desiguais. E o telhado, “feito nas coxas”, acabava
torto.
Farinha
do mesmo saco
"Homines sunt ejusdem farinae" esta frase em latim (homens da mesma
farinha) é a origem dessa expressão, utilizada
para generalizar um comportamento reprovável. Como a farinha
boa é posta em sacos diferentes da farinha ruim, faz-se essa
comparação para insinuar que os bons andam com os
bons enquanto os maus preferem os maus.
Espírito
de Porco
Nos tempos colonias os escravos faziam todo tipo de trabalho, do mais
leve ao mais pesado. Um, em especial, causava terror: negavam-se a
abater porcos. Achavam que os espíritos suínos
lhes atormentariam à noite. A expressão passou a
designar quem incomoda, atrapalha, é inconveniente.
Eles
que são Brancos que se Entendam
Esta foi das primeiras punições impostas aos
racistas, ainda no século XVIII. Um mulato,
capitão de regimento, teve uma discussão com um
de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial
português. O capitão reivindicava a
punição do soldado que o desrespeitara. Como
resposta, ouviu do português a seguinte frase:
"Vocês que são pardos, que se entendam". O oficial
ficou indignado e recorreu à instância superior,
na pessoa de Dom Luís de Vasconcelos (1742-1807),
12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, Dom
Luís mandou prender o oficial português que
estranhou a atitude do vice-rei. Mas, Dom Luís se explicou:
nós somos brancos, cá nos entendemos.
Dor de
Cotovelo
A expressão teve origem nas cenas de pessoas sentadas em
bares, com os cotovelos apoiados no balcão bebendo e
chorando um amor perdido. De tanto ficar naquela
posição, as pessoas ficavam com dores no
cotovelo. Atualmente, é muito comum utilizar essa
expressão para designar o despeito provocado pelo
ciúme ou a tristeza causada por uma
decepção amorosa.
Disputar
a negra
Os senhores do séc. XVIII, quando jogavam, o
troféu era, quase sempre, uma negra escrava. O termo
é usado até hoje em "peladas" e "rachas" de
futebol.
Dar
com os Burros N'Água
A expressão surgiu no período do Brasil colonial,
onde tropeiros que escoavam a produção de ouro,
cacau e café, precisavam ir da região Sul
à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes
esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam
por caminhos muito difíceis e regiões alagadas,
onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo
passou a ser usado para se referir a alguém que faz um
grande esforço pra conseguir algum feito e não
consegue ter sucesso naquilo.
Chegar
de Mãos Abanando
Há muito tempo, aqui no Brasil, era comum exigir que os
imigrantes que chegassem para trabalhar nas terras trouxessem suas
próprias ferramentas. Caso viessem de mãos
vazias, era sinal de que não estavam dispostos ao trabalho.
Portanto, chegar de mãos abanando é
não carregar nada.
Casa
da Mãe Joana
Na época do Brasil Império, mais especificamente
durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam
no país costumavam se encontrar num prostíbulo do
Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como
esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase "casa
da mãe Joana" ficou conhecida como sinônimo de
lugar em que ninguém manda.
Carioca
O termo carioca é oriundo da família
lingüística tupi-guarani (kari ' oca) e significa
etimologicamente "casa de branco": cari: branca; oca: casa. O termo
carioca é também o gentílico dos
habitantes ou naturais do município do Rio de Janeiro.
Calcanhar
de Aquiles
De acordo com a mitologia grega, Tétis, mãe de
Aquiles, a fim de tornar seu Filho indestrutível,
mergulhou-o num lago mágico, segurando-o pelo calcanhar. Na
Guerra de Tróia, Aquiles foi atingido na única
parte de seu corpo que não tinha
proteção: o calcanhar. Portanto, o ponto fraco de
uma pessoa é conhecido como calcanhar de Aquiles.
Caiu
no conto do vigário
Uma imagem de Nossa Senhora dos Passos foi doada pelos
espanhóis para Ouro Preto e começou a ser
disputada pelos padres de duas igrejas: a de N. Sra. de Pilar e a de N.
Sra. da Conceição. O padre de Pilar sugeriu,
então, que a imagem fosse colocada em cima de um burro, no
meio do caminho entre as duas igrejas. O rumo que o animal tomasse,
decidiria quem ficaria com a imagem. Quando foi solto, o burro se
dirigiu para a igreja de Pilar. Mais tarde, soube-se que ele pertencia
ao padre de lá; logicamente sabia o caminho a seguir.
Bode
expiatório
A expressão significa que alguém recebeu a culpa
de algo cometido por outra pessoa. A origem está num rito da
tradição judaica. Simbolicamente, o povo
depositava todos os seus pecados num bode, que era levado
até o deserto e abandonado. Dessa forma, acreditava-se que
as pessoas estariam livres de todos os males que tinham feito.
Baderna
Uma bailarina de nome Marietta Baderna fazia muito sucesso no Teatro
Alla Scalla, de Milão. Ao apresentar-se no Brasil, em 1851,
causou frisson entre seus fãs, logo apelidados de
“os badernas”. O sobrenome da artista, de
comportamento liberal demais para os padrões da
época, deu origem ao termo que significa
confusão, bagunça.
Amor
Platônico
Platão era aluno de Sócrates. Tentando entender o
motivo pelo qual seu grande mestre havia se matado, ele
propõe a existência de dois mundos: Um chamado
mundo sensível, aquele que você percebe com os
cinco sentidos, e outro chamado mundo inteligível, que
você só pode perceber com a
inteligência, a mente. O mundo sensível
é apenas um reflexo do que há de bom no mundo
inteligível. O amor perfeito só existe na mente
das pessoas, mas o amor real (que se toca, se vive) pode ter falhas.
Por isso, quem não vive o amor real, fica só na
imaginação, vive um Amor Platônico.
Aliança
de casamento na mão esquerda
Os gregos acreditavam que o 3º dedo da mão esquerda
possuía uma veia que se ligava diretamente ao
coração.
Água
Mole em Pedra Dura, Tanto Bate até que Fura
Um de seus primeiros registros literários foi feito pelo
escritor latino Ovídio ( 43 a .C.-18 d.C), autor de
célebres livros como "A arte de amar "e "Metamorfoses", que
foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: "A
água mole cava a pedra dura". É
tradição das culturas dos países em
que a escrita não é muito difundida formar rimas
nesse tipo de frase para que sua memorização seja
facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e
brasileiros.
Afogar
o ganso
No passado, os chineses costumavam satisfazer as suas necessidades
sexuais com gansos. Pouco antes de ejacularem, os homens afundavam a
cabeça da ave na água, para poderem sentir os
espasmos anais da vítima.
Acordo
leonino
Significado: Um "acordo leonino" é aquele em que um dos
contratantes aceita condições desvantajosas em
relação a outro contratante que fica em grande
vantagem. Uma expressão retórica sugerida
nomeadamente pelas fábulas em que o leão se
revela como todo-poderoso.
Abraço
de tamanduá
O tamanduá, quando percebe algum perigo, se deita de barriga
para cima e abre seus braços. O inimigo, ao se aproximar,
é surpreendido por um forte abraço, que o esmaga.
Daí, ser o”abraço de
tamanduá” qualquer atitude falsa, deslealdade,
traição.
A dar
com pau
O substantivo "pau" figura em várias expressões
brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios
negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e,
para isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de
comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros
jogavam sapa e angu para o estômago dos infelizes, a dar com
o pau. O povo incorporou a expressão.
Vá
se queixar ao bispo
No Brasil do séc. XVII, ter filhos era muito importante.
Precisando mostrar ao homem que era fértil, a mulher
engravidava antes do casamento. A regra era aprovada pela
própria Igreja desde que depois o casamento se consumasse.
Muitas vezes, o noivo ia embora e a mulher grávida ia
reclamar ao bispo, que mandava alguém atrás do
fujão.
Vai
Tomar Banho
Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os
hábitos de higiene dos índios versus os do
colonizador português. Depois das Cruzadas, como
corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de
sífilis e de outras doenças
transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror
à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o
índio não conhecia a sífilis e se
lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio,
além de usar folhas de árvore para limpar os
bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o
cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que
não eram trocadas com frequência e raramente
lavadas, aliado à falta de banho, causava
repugnância aos índios. Então os
índios, quando estavam fartos de receber ordens dos
portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".
Vestir
a carapuça
Carapuça é uma espécie de barrete ou
capuz de forma cônica e remonta ao período da
Inquisição, em que os condenados eram obrigados a
vestir trajes ridículos ao comparecer aos julgamentos.
Além de usar uma túnica com o formato de um
poncho, eles precisavam colocar sobre a cabeça um
chapéu longo e ponteagudo, conhecido como
carapuça. Daí a expressão "vestir a
carapuça" ter se incorporado ao português escrito
e falado com o sentido de "assumir a culpa".
Voto
de Minerva
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da
mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube
à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do
réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.
Maria
vai com as outras
A expressão teve origem em Portugal. Dona Maria I,
mãe de D. João VI (avó de D. Pedro I e
bisavó de D. Pedro II), enlouqueceu de um dia para o outro.
Declarada incapaz de governar, foi afastada do trono. Passou a viver
recolhida e só era vista quando saía para
caminhar a pé, escoltada por numerosas damas de companhia.
Quando o povo via sua rainha levada pelas damas nesse cortejo,
costumava comentar; “Lá vai D. Maria com as
outras”.
Sair
à Francesa
Na França, no século 18, quem, pretendendo
abandonar uma sala repleta de gente, fosse despedir-se dos convivas
cometia um ato importuno, ao incomodar pessoas embrenhadas em
conversas, passatempos, jogos ou amores agradáveis.
Daí que se “saísse à
francesa”, isto é, sem cerimônia, sem
aviso prévio, sem dar conhecimento a ninguém. O
costume generalizou-se por toda à parte, até que,
mais tarde, veio a adquirir um sentido oposto, ou seja, de descortesia
e falta de educação “.
Entrar
com o pé direito
- Quero entrar no ano novo com pé direito!
A tradição de dar sorte ao entrar em algum lugar
com o pé direito é de origem romana. Nas grandes
celebrações romanas, os donos das festas
acreditavam que entrando com o esse pé, evitariam agouros na
ocasião da festa. A palavra “esquerda”
significa do latim, sinistro, daí já fica
óbvia a crença do lado obscuro dos inocentes
pés esquerdos. A partir daí, a
tradição se espalho pelo mundo inteiro.
Fazer
Vaquinha
- Vamos fazer uma vaquinha pro churrasco!
A expressão “fazer vaquinha” surgiu na
década de 20 e tem sua relação de
origem com o jogo do bicho e o futebol. Nas décadas de 20 e
30, já que a maioria dos jogadores de futebol não
tinha salário, a torcida do time se reunia e arrecadava
entre si, um prêmio para ser dado aos jogadores. Esses
prêmios eram relacionados popularmente com o jogo do bicho.
Assim, quando iam arrecadar cinco mil réis, chamavam a
bolada de “cachorro”, pois o número
cinco representava o cachorro no jogo do bicho. Como o prêmio
máximo do jogo do bicho era vinte e cinco mil
réis, e isso representava a vaca, surgiu o termo popular
“fazer uma vaquinha”, ou seja, tentar reunir o
máximo de dinheiro possível para um fim
específico.
Cuspido
e escarrado
Quando falamos que fulano é o pai cuspido e escarrado,
queremos dizer que o sujeito em questão é muito
parecido com o genitor. E foi também por ser parecida com
sua expressão original que o termo “cuspido e
escarrado” surgiu. Ele é, na verdade, resultado de
alguns mal-entendidos.
No Brasil colonial, os barões do café contratavam
artistas para esculpirem seus bustos, num sinal de pompa. Para retratar
fielmente o barão, era exigido que sua imagem fosse
esculpida em mármore de carrara, famosa pedra italiana
conhecida por ser o mármore mais duro que existe. A
estátua, que ficava realmente muito parecida com o ilustre
modelo, deu origem à expressão
“esculpida em carrara”. Acontece que, da cozinha,
os criados acabaram distorcendo-a para “cuspido e
escarrado”. A nova – e bem mais nojenta –
versão acabou pegando.
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